domingo, 21 de dezembro de 2008

Só existe um nome...

Depois de reportagem do "Fantástico" e de vídeos vistos no YouTube, vemos que a tragédia não é só nas regiões alagadas de Santa Catarina.

A triste constatação de senhoras com aparências afáveis e daqueles que deveriam ser os defensores da nação e provedores de segurança da União (soldados do exército), roubando, descaradamente, as doações enviadas por todo o país.

Sabendo que estas senhoras e estes milicos corruptos são uma minoria que não podem sujar a imagem da atitude humana e solidária de milhares de pessoas após a tragédia das enchentes, cabe pensar sobre o que se é considerado como corrupção, sobre como, rotineiramente, as pessoas se tornam coniventes com o "jeitinho mais fácil de conseguir as coisas".

Longe de um moralismo barato, deixo esse Post como um desabafo.

Após um ano de eleição, em que ouvi falar em venda de terrenos de prefeituras para financiar campanhas políticas, beneficiando pouco ou muito políticos, vendedores...

Após um ano em que, ao fazer a prova prática para tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação), tive uma oportunidade um tanto quanto mais fácil.

"Com apenas R$300,00 você pode proporcionar uma ceia mais farta de alguns fiscais e, além de não ser arbitrariamente pressionado na hora do exame, ainda é aprovado sem nenhum esforço!!!"


Termino este Post divagando sobre o que pode ser considerado como corrupção, sobre como temos a oportunidade de sermos corruptos ou não a partir de uma atitude rotineira, pensando que talvez não seja as pessoas que mudam com o poder, mas que existe uma grande quantidade de pessoas que admitem a corrupção, seja ela em maior ou menor escala.


No fundo só existe um nome para aquele que suborna para ter vantagem em uma fila, para aquele dá seus jeitinhos com um despachante conhecido, para o que carrega dólares na cueca e para aquele que rouba donativos de uma população desolada após um desastre ambiental:


Corrupto!


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