Venho aqui em defesa de uma tradição.
Há uma conspiração midiática contra um dos rituais mais antigos da civilização universitária, O Trote (as maiúsculas com ares simbolistas, aprendi com Mestre
Paulo, dão uma mística bacana).
Eis que hoje se encontram impressas e radiodifundidas duras cíticas aO Trote.
O argumento comum, uns
malucos que degradaram seus bixos além dos limites impostos pela
Convenção de Genebra em uma faculdade de
Leme.
Explico a intenção da conspiração:
Não são todas as faculdades que seguem a Tradição do Trote.
Apenas algumas , onde o fato de ser aprovado signifique muito esforço ,um tanto de sorte e algum mérito (e algumas outras também).
O Trote é bem isso , um ritual de passagem , simbolo de ma conquista , uma transformação.
Daí o porquê de nem todo lugar ter Trote: é um símbolo de distinção das grandes faculdades.
Sem querer desmerecer qualquer instituição, posto que o status de grande instituição não quer dizer mais que simplesmente status mesmo, prossigamos.
Boa parte das faculdades que não tem trote anunciam suas vagas em jornais e televisão.
Como bem se sabe , merchandiesing melhor que o jornalístico está pra se fazer.
Também sabemos que o código de ética do jornalismo não permite que se contrarie um anunciante.
Para essas faculdades que não têm trote e que fazem anúncio de suas vagas, o fim do Trote significa o fim, ou pelo menos uma grande amenização dessa diferenciação.
Os jornalões, cooptados pelo interesse daqueles que levam o
corissant e o
tinto suave à
mesa de seus donos, fazem campanha para mobilizar a opinião pública contra o ritual , valendo-se de dois ou três exemplos de selvageria e estupidez para condenar a prática que ocorre sem maiores transtornos nas inúmeras faculdades do país.
opinião pública mobilizada, o
lobby para convencer vereadores e deputados flui muito mais facilmente, e, em pouco tempo, criminalizado estará.
E é em defesa de uma Tradição com origem nos primórdios da civilização universitária que levanto minha voz contra uma conspiração inescrupulosa tramada por mídia e universidades anunciantes.
Universitários dos termos todos, uni-vos!