quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

As águas, antes de março

Uma cidade em Festa , final de ano, a Av. Paulista se inunda de gente. Comemorando que um novo dia, surpreendentemente, segue após os acabados.
De fato , digno de festa.

Depois disso , chove. Sampa é a terra da Garoa, pois. Mas isso se restringe à avenida Ipiranga e região. Na periferia, São Paulo é a terra das chuvas de Verão. Torrenciais, mostram que a especulação imobiliária não deveria passar sobre os rios.

Tarde demais, agora que a cidade mora no leito secundário de seus rios , reclamar da chuva, como fazem os tucanos, ou dizer que na sua época não enchia assim, como faz um determinado senhor senil. É da natureza de um rio transbordar, mesmo que achemos inconveniente. Não deveríamos ignorar isso.

O resultado é que, cheio ou não , seu curso não se altera, só mudam os penduricalhos que carrega: se antes eram paus e pedras, hoje são garrafas PET, sofás, toda sorte de objetos que, de acordo com as condições financeiras do fiel, se oferta às divindades do subterrâneo, de pneus à carros inteiros.

Nos preocupemos hoje, mas que essa preocupação seja também levada para os meses seguintes. Não pode chegar a outubro.
Aliás, como chegaria? O Carnaval, a festa mais importante do mundo vem ainda em fevereiro...

2 comentários:

Renato Diniz disse...

lembra daquela aula de geografia sobre poluição que o professor conta que numa cidade industrial, quando tem inversão térmica, as fábricas tem que parar pra evitar o pior?
eu sou da opinião de que algo parecido tem que ser feito em são paulo, algo como, sabendo que o dia terá uma forte tempestade, encerrar o horário de trabalho algumas horas antes, ou mesmo cancelar o dia de trabalho obrigatóriamente, a fim de preservar os seus funcionários, por consequencia o transito da cidade... muita viagem?

thiago meia disse...

é muito sensato, mas , como ninguém ganha grana com isso , não vai virar.
Já viu empresa se preocupar com funcionário?