quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Sim senhor, senhor!

As forças armadas vão ocupar diversas comunidades no Rio de Janeiro, para proteger a integridade e a segurança dos eleitores nas próximas eleições municipais.

Interessante, comparando dois diferentes momentos históricos de nosso país, é observar que em menos de 25 anos mudou radicalmente o papel dos militares no cenário político nacional.

Lembremos que até a metade dos anos 80, tínhamos uma força militar relacionada à ditadura e a repressão dos movimentos políticos e sociais. Já agora, vemos as forças militares (Marinha e Exército) contribuindo para a manutenção do ritual mais emblemático da democracia, as eleições.

Não nos iludindo, temos de destacar que qualquer atuação do exército na sociedade civil deve ser realizada com o máximo de cuidado devido a possível desvalorização das forças armadas e o perigoso autoritarismo. É certo, além disso, que a própria necessidade de intervirem representa a precariedade e ineficiência dos órgãos de segurança, no caso, da polícia.


http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/rio_de_janeiro/noticias/2008/09/11/forcas_armadas_comecam_a_ocupar_sete_comunidades_do_rio_1757977.html

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Abertura Republicana

George W. Bush deve estar seguindo conselhos do partido , que, pra ganhar as eleições vindouras, se vale da proposta Democrata e promete mudanças.
Com a intenção de demonstrar que os novos governantes Republicanos serão mais maleáveis , depois de escalarem Sarah Palin para concorrer à vice-presidencia, a nova medida foi começar a retirar soldados do pais.

oito mil já vieram , os outros 138 mil estão tão otimistas que mal podem esperar...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Post 100

Chegamos ao post 100! Digo, na verdade esse é o 101, mas vocês entenderam...

Gostaria de dizer que... peraí

Gabriel?
Rôney?
Thiago?

Ecoo??? Ecooo??

Frases não tão históricas

Justiça proíbe Maluf de usar frase de Marta em seu espaço no Horário "Político". É aquele "Relaxa e goza".

Maluf ficou tão indignado que gritou "Estupra, mas não proíbe!!... digo... proíbe mas não... ééé... hummm".
Ou não foi isso?

E a filha adotiva de Médici perdeu o direito a pensão militar do pai. Seguinte: ela foi adotado pelo avô, o presidente-simpatia, para que alguém da família continuasse recebendo o pagamento.

Será que ela já saiu dizendo "Vou conseguir essa pensão de volta nem que seja na porrada!" ?

domingo, 7 de setembro de 2008

Probobover

E do jeito que as coisas estão, há maior probabilidade de alguém ser processado por probidade, né??


E o post 100?

Toda essa meia verdade

Em mais um dia de 7 de setembro, com desfiles e festividades por todo o Brasil, entristece pensar que na verdade tudo o que comemoramos é resultado de um processo liderado por uma minoria, que não é o Brasil, que não é e nunca foi a verdadeira representação da nação brasileira.

Vale sempre comemorar a liberdade conquistada, já que estamos hoje inseridos em uma "democracia" não submetida, diretamente como éramos, a nenhuma metrópole.

Mas há de se lembrar sempre de que toda conquista hoje comemorada fora realizada por setores da elite que pensaram, sobretudo, em seus próprios interesses, em detrimento, do melhor para todo o povo.

Lembrar que a história do Brasil, em pouquíssimos e raros momentos, pôde ter a efetiva participação popular.

Comemoro este dia com trechos da música do grupo Capital Inicial, e termino com link de uma notícia de mais uma triste notícia das eleições em nosso "democrático" e "independente" país.

Independência

"Toda essa intensidade
Buscamos identidade
Mas não sabemos explicar
Mas não sabemos explicar...

Procuramos independência
Acreditamos na distância entre nós...

Toda essa meia verdade
A qual temos nos conformado
Só conseguimos nos afastar
Nós aprendemos a aceitar...

Tantas coisas pela metade
Como essa imensa vontade
Que não sabemos explicar
Que não sabemos saciar...
Se paro e me pergunto
Será que existe alguma razão
Prá viver assim
Se não estamos
De verdade juntos...

Toda essa curiosidade
Toda essa intensidade
Toda essa meia verdade
Tantas coisas pela metade
Toda essa curiosidade
Toda essa intensidade..."


LINK: http://eleicoes.uol.com.br/2008/ultnot/rio-de-janeiro/2008/09/07/ult6022u141.jhtm

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Mais Diário da Semana

CPI dos Grampos convoca ministro Nelson Jobin (defesa) para lugar de Juan, contundido.

Funcionário da Abin é flagrado comprando grampos em papelaria

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Republicanos modernos

O mundo não é mais o mesmo...
Os republicanos, cansados da fama de retrógrados, ultra-direitistas, moralistas e de não respeitarem as minorias, resolveram mostrar que seus críticos estão errados ao definir quem vai se candidatar a Vice-presidente com John McCain:
O posto será ocupado por Sarah Palin.
E daí que a moça tenha projetos de separar o Alaska do resto dos E.U.A., defenda o ensino do criacionismo, duvide que seja o homem quem causa o aqueciemnto global, seja contra o ensino sexual e incentive a abstinência (talvez não com a eficácia que gostaria...) ,seja contra o casamento homossexual, contra a liberação do uso de drogas,e a favor da pena de morte?
Ela é uma mulher...
Tratando-se de republicanos , isso é um avanço e tanto...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Me escapuliu...

O seriado mexicano "Chaves", exibido pelo SBT, empatou com os noticiários da TV Globo, no começo da tarde desta segunda. (Folha Online)

Chaves tem sido a grande atração do SBT desde 1981. Com razão. Ele se mostrou eficiente mesmo sofrendo as inconstâncias do humor de Silvio Santos que troca seu horário na grade de programação assim como troca de gravata.
O menino do barril mostra muito mais agudeza e ironia com os problemas sociais brasileiros (sim, El Chavo é mexicano, o que não impede que suas críticas à sociedade mexicana nos soe extremamente familiar), muito mais do que o jornalismo maquiador da realidade da Globo (está certo que toda realidade jornalística é construída, não existe a suposta Teoria da Objetividade, mas fazer o que a Globo faz já é manipulação descarada e barata) ou, como diz Homer Bonner, o jornalismo Willian Simpson. Não foi sem querer querendo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pra não passar em branco...

Hitler já alertava que as massas caem mais facilmente em uma grande mentira do que em uma pequena. E em época de eleições vemos que essa verdade perversa faz mesmo sentido, como há de convir comigo o ministro Celso Amorim que provocou reboliço citando outra frase do Fuher nazista.
Promessas como “vou erradicar a fome em nosso município”, “ninguém nunca mais vai ficar em uma fila de hospital por mais de 30 minutos”, “aplicarei maciçamente na educação, porque educação não é gasto, é investimento” e todos esses discursos demagógicos, reforçam que a população acredita em vindouros dias melhores, acredita nas grandes mentiras que os candidatos vomitam na cara do eleitorado. Afinal, é mais fácil acreditar em alguém que diz que não haverá mais fome e analfabetismo e que a saúde caminhará as mil maravilhas do que em um que diz que só vai dar uma melhorada básica no sistema e que as verbas públicas não dão para construir novas escolas e postos de saúde etc. Sinceridade atrapalha projetos, como bem sabe o leitor quando a sogra pergunta se a sopa de legumes está gostosa ou não.
Mas extrapolar nas mentiras como fazem os políticos nesse período eleitoral é demais. Alguns se apresentam como se tivessem projetos de caráter messiânico na Terra. Outros, como já alertava Nikita Krushev, prometem construir pontes onde não há rio. Cúmulo dos cúmulos. Balelas políticas! É aquela história: há bom político, mas político bom é inconcebível. É como exigir que uma prostituta seja virgem, que o Robinho jogue de beque no Real Madrid, que o Mc Creu componha sonetos em ritmo sáfico. Impossível!
Daí vem a pergunta: e votar para quê?
É difícil escolher um candidato, porque isso implica em escolhas e escolha implica em conseqüências. É como minha avó diz, rapadura é doce, mas não é mole não, não dá pra fazer a omelete sem quebrar os ovos. Sábia dona Berenice. Temos a “escolha de escolher” um candidato. Votar em branco ou nulo, apesar de soar como uma “revolta” pela falta de candidatos dignos (já que hoje escolhemos nossos governantes entre o execrável e o aviltante ou, em outras palavras, o “menos” pior), é confortável, mas inútil. Não contribui com o processo democrático, não dá fluxo ao cenário político (já lento) do país. Pode-se argumentar que esses votos não fazem a diferença, que para trocar seis por meia dúzia tanto faz votar ou não. Pode ser. Pode não ser. Mas quando não se vota, outra pessoa fala em seu lugar. E a quem será que você estará emprestando sua voz?