Mais um editorial televisivo de Prefácio de Oliveira (aviso aos desavisados: isso é um texto de humor... já vieram me dar bronca, porque tava tudo errado, era estilo do diretor e tal... fiz algumar alterações pra ficar menos sério):
A Rede Globo não é mais a mesma. A crise atravessou as portas da emissora carioca e até o telespectador pode perceber que já começaram os cortes no orçamento. A maior prova disso é o minissérie Capitu, que tem séries restrições orçamentárias.
Vamos às provas do corte de despesas que a Globo está fazendo na minissérie. Começemos pelo título. Ao invés de um longo "Dom Casmurro", eles optaram por apenas seis letras. Economizaram também no escritor e no roteirista, porque foi só pegar um texto pronto.
A pindaíba na frente das câmeras é tanta que o personagem Bento mais velho tem que usar um bigode pintado. Não havia dinheiro para comprar um bigode falso! E ainda pra economizar em cenário pra um Bentinho na adolescência e outro na maturidade, botam os dois no mesmo lugar! Pra economizar em takes, botam os dois conversando!
E as cenas com metrôs, carros ao fundo? Estilo, dramatização? Não! É economia em cenários também! Ou o responsável pela seqüência foi demitido por conta da crise e ninguém notou os carros no fundo!
Recapitulando: eles cortaram gastos em cenários, personagens, figurino! A crise está brava pro lado da vênus prateada. Daqui a pouco eles começam a passar novela mexicana, pregacão de pastor e fazem aqueles cenários de animação virtual.
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Prefácio de Oliveira é piloto-de-testes de controle remoto
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
Com a palavra, o editor chefe
Espaço dedicado à coluna editor-chefe das Organizações Haja, o célebre jornalista Prefácio de Oliveira
Gostaria de estrear a minha coluna nesse espaço virtual analisando (um abraço respeitoso à Ana Lis, por sinal) o cenário político carioca sem deixar de contar um pouco da minha gloriosa trajetória de vida.
Vejo que a imprensa, ao apontar a liderança de Fernando Gabeira para a prefeitura fluminense,
bota fogo na sua imagem, associando-o sempre ao antigo revolucionário, seqüestrador do embaixador norte-americano.
Indignado, não posso me furtar a contar meu passado igualmente revolucionário, embora um pouco mais obscuro que o de meu colega candidato. Acontece que eu, igualmente jornalista e contrário ao mandos da ditadura, segui os passos do rapaz que vi na televisão, apontado como intelectual do seqüestro de Charles Elbrick.
Arquitetei um plano com meus colegas de auditório e na mesma semana do fatídico fato, invadi a casa do embaixador do Congo e o levei para meu apartamento, mantendo-o sob a mira de minha arma.
Assim como o relacionamente entre Gabeira e o embaixador Elbrick, envolvi-me emocionalmente com minha vítima e nós dois fizemos uma amizade bacana, bonita e que ninguém tem nada a ver com isso.
Mbambo, como ele se chama, me mostrou que a questão envolvendo embaixadores era mais em baixo e eu pude compreender a fundo (aí, como era grande seu poder de síntese) como era dura a ditadura.
Acometido pela síndrome de Estocolmo, Mbambo fugiu do cativeiro para a capital Sueca, sem nem me deixar um bilhete, fazer um telefonema, mandar flores, nem nada. Que insensível.
Gostaria de estrear a minha coluna nesse espaço virtual analisando (um abraço respeitoso à Ana Lis, por sinal) o cenário político carioca sem deixar de contar um pouco da minha gloriosa trajetória de vida.
Vejo que a imprensa, ao apontar a liderança de Fernando Gabeira para a prefeitura fluminense,
bota fogo na sua imagem, associando-o sempre ao antigo revolucionário, seqüestrador do embaixador norte-americano.
Indignado, não posso me furtar a contar meu passado igualmente revolucionário, embora um pouco mais obscuro que o de meu colega candidato. Acontece que eu, igualmente jornalista e contrário ao mandos da ditadura, segui os passos do rapaz que vi na televisão, apontado como intelectual do seqüestro de Charles Elbrick.
Arquitetei um plano com meus colegas de auditório e na mesma semana do fatídico fato, invadi a casa do embaixador do Congo e o levei para meu apartamento, mantendo-o sob a mira de minha arma.
Assim como o relacionamente entre Gabeira e o embaixador Elbrick, envolvi-me emocionalmente com minha vítima e nós dois fizemos uma amizade bacana, bonita e que ninguém tem nada a ver com isso.
Mbambo, como ele se chama, me mostrou que a questão envolvendo embaixadores era mais em baixo e eu pude compreender a fundo (aí, como era grande seu poder de síntese) como era dura a ditadura.
Acometido pela síndrome de Estocolmo, Mbambo fugiu do cativeiro para a capital Sueca, sem nem me deixar um bilhete, fazer um telefonema, mandar flores, nem nada. Que insensível.
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