Se as escutas telefônicas são autorizadas para investigar criminosos que criaram um tribunal ilegal , nada mais justo que sejam utilizadas para investigar quem se vale dos tribunais federais para cometerem seus atos ilícitos não acha?
Parece até que o pessoal da polícia não tem experiência com escutas, né?Ou que a ética os impede de tomar algumas medidas para proteger a população...
terça-feira, 5 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
De um poema de Manuel Bandeira
É uma notícia pitoresca.
Dessas que parecem ter sido escritas por algum poeta modernista de tão incomuns que são.
Um polícial carioca bêbado se envolveu em uma briga e atirou num sujeito.
O incomum da nota?
Ele foi preso...
Dessas que parecem ter sido escritas por algum poeta modernista de tão incomuns que são.
Um polícial carioca bêbado se envolveu em uma briga e atirou num sujeito.
O incomum da nota?
Ele foi preso...
Não é folga não!!
O Presidente do Senado , Garibaldi Alves (PMDB-RN), sugeriu um recesso branco para o Congresso. Seguindo esse recesso branco, os senadores ,trabalhariam nove dias em Brasília pelos próximos três meses. Talvez fosse o período mais longo em que os senadores teriam trabalhado por lá.
Segundo Garibaldi , o período não é um descanso( tão merecido, aliás):
Segundo Garibaldi , o período não é um descanso( tão merecido, aliás):
"Quando diz folga, dá a impressão que os senadores vão para a praia. Não tem nada de folga. Vão cumprir um dever cívico que é participar de uma eleição municipal, que é importante".Nada mais justo, então , que nós tenhamos esse período em recesso branco de nossas obrigações para analisarmos os candidatos para executarmos nosso dever cívico de votar , não acha?
Se fosse o Rubinho...
Não é pecado em Pequim
E não me venham com chourumelas!
Carlos Nuzman, hábil como só ele, para tranquilizar a delegação de esportistas brasileiros que, classificados no INTERUNESP, estão indo pra China disputar as olimpíadas, afirmou que os atletas não devem se preocupar com a poluição.
Se é ele quem está dizendo, né?
Bom, pelo menos os atletas da cidade de São Paulo não devem sentir grandes dificuldades de adaptação...
Se é ele quem está dizendo, né?
Bom, pelo menos os atletas da cidade de São Paulo não devem sentir grandes dificuldades de adaptação...
sábado, 2 de agosto de 2008
Nota sobre as eleições em Cândia
Inteior de São Paulo. Conversa de ônibus.
_Em quem a senhora vai votar nessa eleição, dona Joaquina?
_Vou votar no Fulano (não quero fazer propaganda)...
_Mas dona Joaquina, não te incomada que ele seja um canalha?
_Não, pelo menos eu sei o que esperar dele... Ah, e além do mais, ele me deu uma cesta básica...
_Uma cesta básica? A senhora não tem vergonha de vender seu voto a um preço tão baixo?
_Não, nenhum um pouco. Primeiro comer, depois a moral...
É o curralismo lancinante!
_Em quem a senhora vai votar nessa eleição, dona Joaquina?
_Vou votar no Fulano (não quero fazer propaganda)...
_Mas dona Joaquina, não te incomada que ele seja um canalha?
_Não, pelo menos eu sei o que esperar dele... Ah, e além do mais, ele me deu uma cesta básica...
_Uma cesta básica? A senhora não tem vergonha de vender seu voto a um preço tão baixo?
_Não, nenhum um pouco. Primeiro comer, depois a moral...
É o curralismo lancinante!
Você é um Monet?
A pergunta pode parecer estranha, ainda mais porque evoca o célebre pintor francês Claude Monet (1840-1926), autor do famoso quadro Impression, soleil levant, que serviu como matiz para o batismo da vanguarda Impressionista. Mas ressalvo desde já que não se faz necessário qualquer dote ligado às artes plásticas nem requer conhecimentos profundos de História da Arte para responder a questão proposta. Ser Monet, ao pé da letra, significa ser algo de longe (para bom) e outra coisa completamente diferente de perto (geralmente, para ruim). Ou seja, Monet criava paisagens deslumbrantes com complexos jogos de luz e várias nuances de cores, mas olhando com proximidade a tela do famoso pintor, nota-se apenas “borrões” de tintas. Somos assim: de longe uma bela paisagem e de perto insignificantes borrões. A metáfora soa meio piegas, mas é assim mesmo.
Antes que alguém me processe por plágio adianto que essa metáfora não é minha. Eu a vi em um filme inesquecível (no mal sentido da palavra inesquecível, pois o repetem tantas vezes na sessão da tarde que ele já rivaliza em números de exibição com A Lagoa Azul): As Patricinhas de Beverley Hills (Clueless, 1995, direção de Amy Heckerling). Uma patricinha desse filme diz que determinada garota é bonita. Outra, com asco, rejeita: “Que horror! Ela é um Monet! De longe pode parecer bonita, mas de perto não”. Então aproveito a metáfora para falar do mundo da política e da fama, já que ambos buscam a mesma coisa: o poder.
Veja o caso até de Lula e sua geração. José Dirceu, ex-ministro Chefe da Casa Civil e José Genuíno, ex-presidente Nacional do PT, eram comunistas ferrenhos e pegaram em armas contra a Ditadura Militar, hoje são acusados de atos políticos ilícitos. O presidente Lula, líder sindical nos anos 70/80 e que pretendia mudar o contexto social do Brasil, hoje segue modelos governamentais que criticava.
E o bonitão e esportista Collor, esse obscuro objeto político, criou toda aquela áurea de bom menino, bonitão, o “caçador de marajás” e, no entanto, deu no que deu: colloriu todos os narizes brasileiros de vermelho, como palhaços, com o perdão do trocadilho já desgastado.
Vários políticos são borrões: vemos suas boas intenções, sua plataforma eleitoral que promete fazer mundos e fundos para a melhoria do povo, de um caráter e retidão tão convincentes que parecem messiânicos, mas que na verdade são borrões na história política brasileira. Há os casos clássicos de pessoas que nunca foram Monets, como é o caso de Paulo Salim Maluf e seu compadre de política ACM. Sempre borrões, desde crianças. Esses são os típicos casos de que se cogita que formaram uma aliança com o demônio.
E há os casos das celebridades. Veja Frank Sinatra, com toda sua fama de garanhão e macho domador, era corneado passivamente pela bela Ava Gardner. Madonna, um vulcão que buscava a imagem de “mulher moderna”,era espancada pelo marido Sean Penn e aceitava a situação como uma “mulher de Atenas”. Tristes paisagens!
Ronaldo Fenômeno também parecia ser uma bela paisagem do malandro brasileiro (no sentido carioca de boêmia, não no sentido de larápio), grande amante da alma feminina (mas especificamente do corpo), com toda aquela seleção de loiras namoradas modelos, mas revelou ser um borrão com a história dos travestis.
E assim segue vários exemplos na história, na política, nas artes e com todos os mortais da terra.
Mostre-me uma mulher recatada e casta e eu lhe mostrarei que há nela uma meretriz perversa. Mostre-me um cara legal e eu lhe mostrarei um chato. Mostre-me um homem honesto e eu lhe mostrarei um filho da puta. (Principalmente nesse país onde ser sincero é o mesmo que ter asas).
Até em relação às crianças pode se aplicar essa idéia. Reza a lenda que crianças são puras, o que vem a ser uma grande bobagem de acordo com nova maneira freudiana de encarar o mundo. Sim, elas podem ser puras, mas são de uma pureza edipiana.
São muitas paisagens que na verdade são borrões. Quem quer viver só de imagens, tem um teto de vidro. É, todos somos Monets.
Antes que alguém me processe por plágio adianto que essa metáfora não é minha. Eu a vi em um filme inesquecível (no mal sentido da palavra inesquecível, pois o repetem tantas vezes na sessão da tarde que ele já rivaliza em números de exibição com A Lagoa Azul): As Patricinhas de Beverley Hills (Clueless, 1995, direção de Amy Heckerling). Uma patricinha desse filme diz que determinada garota é bonita. Outra, com asco, rejeita: “Que horror! Ela é um Monet! De longe pode parecer bonita, mas de perto não”. Então aproveito a metáfora para falar do mundo da política e da fama, já que ambos buscam a mesma coisa: o poder.
Veja o caso até de Lula e sua geração. José Dirceu, ex-ministro Chefe da Casa Civil e José Genuíno, ex-presidente Nacional do PT, eram comunistas ferrenhos e pegaram em armas contra a Ditadura Militar, hoje são acusados de atos políticos ilícitos. O presidente Lula, líder sindical nos anos 70/80 e que pretendia mudar o contexto social do Brasil, hoje segue modelos governamentais que criticava.
E o bonitão e esportista Collor, esse obscuro objeto político, criou toda aquela áurea de bom menino, bonitão, o “caçador de marajás” e, no entanto, deu no que deu: colloriu todos os narizes brasileiros de vermelho, como palhaços, com o perdão do trocadilho já desgastado.
Vários políticos são borrões: vemos suas boas intenções, sua plataforma eleitoral que promete fazer mundos e fundos para a melhoria do povo, de um caráter e retidão tão convincentes que parecem messiânicos, mas que na verdade são borrões na história política brasileira. Há os casos clássicos de pessoas que nunca foram Monets, como é o caso de Paulo Salim Maluf e seu compadre de política ACM. Sempre borrões, desde crianças. Esses são os típicos casos de que se cogita que formaram uma aliança com o demônio.
E há os casos das celebridades. Veja Frank Sinatra, com toda sua fama de garanhão e macho domador, era corneado passivamente pela bela Ava Gardner. Madonna, um vulcão que buscava a imagem de “mulher moderna”,era espancada pelo marido Sean Penn e aceitava a situação como uma “mulher de Atenas”. Tristes paisagens!
Ronaldo Fenômeno também parecia ser uma bela paisagem do malandro brasileiro (no sentido carioca de boêmia, não no sentido de larápio), grande amante da alma feminina (mas especificamente do corpo), com toda aquela seleção de loiras namoradas modelos, mas revelou ser um borrão com a história dos travestis.
E assim segue vários exemplos na história, na política, nas artes e com todos os mortais da terra.
Mostre-me uma mulher recatada e casta e eu lhe mostrarei que há nela uma meretriz perversa. Mostre-me um cara legal e eu lhe mostrarei um chato. Mostre-me um homem honesto e eu lhe mostrarei um filho da puta. (Principalmente nesse país onde ser sincero é o mesmo que ter asas).
Até em relação às crianças pode se aplicar essa idéia. Reza a lenda que crianças são puras, o que vem a ser uma grande bobagem de acordo com nova maneira freudiana de encarar o mundo. Sim, elas podem ser puras, mas são de uma pureza edipiana.
São muitas paisagens que na verdade são borrões. Quem quer viver só de imagens, tem um teto de vidro. É, todos somos Monets.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Está dada a largada...
Ontem, ocorreu o debate eleitoral na TV Bandeirantes que inicia efetivamente a disputa pela prefeitura de São Paulo.
Um pouco diferente de outras eleições, viu-se curiosamente um debate sem conflitos diretos e explícitos entre os candidatos.
Agora resta saber se começa a corrida pelo cargo maior da prefeitura, a partir de discussões com maior conteúdo, com uma maior discussão sobre os reais problemas da cidade, ou se há o chamado "rabo preso" dos canditados.
Vale lembrar que os mais cotados (Marta, Kassab, Maluf e Alckmin) não se cansam de apresentar dados e mais dados que os justifiquem, mas que no fim das contas, não os livram da precariedade em que se encontra a capital.
Obs: Falando de eleição como eleitor, vale dizer que ainda não decidi quem eleger para prefeito, mas tenho a certeza de quem não tem a mínima possibilidade: Paulo Maluf - Cômico ou trágico?
Um pouco diferente de outras eleições, viu-se curiosamente um debate sem conflitos diretos e explícitos entre os candidatos.
Agora resta saber se começa a corrida pelo cargo maior da prefeitura, a partir de discussões com maior conteúdo, com uma maior discussão sobre os reais problemas da cidade, ou se há o chamado "rabo preso" dos canditados.
Vale lembrar que os mais cotados (Marta, Kassab, Maluf e Alckmin) não se cansam de apresentar dados e mais dados que os justifiquem, mas que no fim das contas, não os livram da precariedade em que se encontra a capital.
Obs: Falando de eleição como eleitor, vale dizer que ainda não decidi quem eleger para prefeito, mas tenho a certeza de quem não tem a mínima possibilidade: Paulo Maluf - Cômico ou trágico?
proposta inocente
A candidata a prefeita da cidade de são paulo Soninha Francine do PPS tem uma proposta muito interessante , baseada num programa holandês , que, sem investir um centavo em infra-estrutura, saúde , educação ou segurança, deve deixar a população bem mais tranquila.
Esse programa deve trazer grandes incentivos pra agricultura também...
Esse programa deve trazer grandes incentivos pra agricultura também...
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